As flores que ainda sabem o caminho.

O mundo continua funcionando. Os ônibus passam, os celulares continuam apitando, as pessoas continuam reclamando do trânsito e alguém certamente estará discutindo política na internet com a solenidade de quem acredita que a história da humanidade depende daquele comentário.
Mas, dentro de um cemitério, o tempo parece ter outra velocidade. As pessoas caminham mais devagar. Falam mais baixo. Olham mais.
Diante de uma sepultura, somos obrigados a reconhecer aquilo que passamos boa parte da vida tentando esquecer: o tempo não nos pertence. Nós apenas o atravessamos.
E é justamente por isso que uma flor tem tanto significado.
Ela é bonita sem fazer barulho. Não precisa explicar sua beleza. Não pede testemunhas. Não reivindica importância. Apenas floresce durante algum tempo e depois desaparece.
Há sabedoria nisso. Desde as primeiras civilizações, flores, perfumes, velas, inscrições e objetos acompanham os ritos de despedida. O ser humano encontrou maneiras de transformar a ausência em alguma forma de presença. Não conseguimos conversar com os mortos. Então conversamos com seus nomes. Não conseguimos abraçá-los. Então tocamos suas fotografias. Não conseguimos oferecer-lhes um presente. Então colocamos flores onde eles descansam.

O mundo continua funcionando. Os ônibus passam, os celulares continuam apitando, as pessoas continuam reclamando do trânsito e alguém certamente estará discutindo política na internet com a solenidade de quem acredita que a história da humanidade depende daquele comentário.
Mas, dentro de um cemitério, o tempo parece ter outra velocidade. As pessoas caminham mais devagar. Falam mais baixo. Olham mais.
Diante de uma sepultura, somos obrigados a reconhecer aquilo que passamos boa parte da vida tentando esquecer: o tempo não nos pertence. Nós apenas o atravessamos.
E é justamente por isso que uma flor tem tanto significado.
Ela é bonita sem fazer barulho. Não precisa explicar sua beleza. Não pede testemunhas. Não reivindica importância. Apenas floresce durante algum tempo e depois desaparece.
Há sabedoria nisso. Desde as primeiras civilizações, flores, perfumes, velas, inscrições e objetos acompanham os ritos de despedida. O ser humano encontrou maneiras de transformar a ausência em alguma forma de presença. Não conseguimos conversar com os mortos. Então conversamos com seus nomes. Não conseguimos abraçá-los. Então tocamos suas fotografias. Não conseguimos oferecer-lhes um presente. Então colocamos flores onde eles descansam.

O mundo continua funcionando. Os ônibus passam, os celulares continuam apitando, as pessoas continuam reclamando do trânsito e alguém certamente estará discutindo política na internet com a solenidade de quem acredita que a história da humanidade depende daquele comentário.
Mas, dentro de um cemitério, o tempo parece ter outra velocidade. As pessoas caminham mais devagar. Falam mais baixo. Olham mais.
Diante de uma sepultura, somos obrigados a reconhecer aquilo que passamos boa parte da vida tentando esquecer: o tempo não nos pertence. Nós apenas o atravessamos.
E é justamente por isso que uma flor tem tanto significado.
Ela é bonita sem fazer barulho. Não precisa explicar sua beleza. Não pede testemunhas. Não reivindica importância. Apenas floresce durante algum tempo e depois desaparece.
Há sabedoria nisso. Desde as primeiras civilizações, flores, perfumes, velas, inscrições e objetos acompanham os ritos de despedida. O ser humano encontrou maneiras de transformar a ausência em alguma forma de presença. Não conseguimos conversar com os mortos. Então conversamos com seus nomes. Não conseguimos abraçá-los. Então tocamos suas fotografias. Não conseguimos oferecer-lhes um presente. Então colocamos flores onde eles descansam.
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