Ancorar
- Verusca Braga de Ávila

- há 2 dias
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O mundo flutua num equilíbrio FRÁGIL. Não tenho dúvidas! Basta acompanhar as previsões meteorológicas; fazer compras no supermercado; conversar com uma criança quando chega da escola; acordar um adolescente; assistir aos noticiários. Basta viver e observar a rapidez com que tudo muda. Se estamos navegando, nosso mar está REVOLTO!
O que SALVA a nossa EXISTÊNCIA é que, quando o mar de alguém DESABA, HÁ SEMPRE OUTREM a oferecer um ponto de APOIO.
O problema é que, diante das ondas gigantes da vida, agimos como tripulantes inexperientes. Nosso primeiro impulso no susto é jogar a âncora de qualquer jeito para tentar parar o oceano. Mas qualquer marinheiro sabe que tentar travar o barco no meio de uma tempestade em alto-mar é um erro fatal.

E aqui está o ponto central: a ancoragem humana não acontece no fundo do mar, mas DENTRO da gente. A mesma âncora que vira um peso morto — nos deixando morando em fases que já caducaram — é a que pode servir como firmeza emocional.
ANCORAR na vida não é parar o tempo nem se apegar à tempestade; É TER A SOBRIEDADE DE SE MANTER INTEIRO, no eixo, sem se deixar arrastar pelo pânico da correnteza.

E se é certo que prefiro acreditar que cultivando o bem ancoramos o bem, também é certo que reconheço a DIFICULDADE. Eita tripulação desassossegada essa que navega na Terra! É muita gente se comportando como passageiros em férias, esperando que o mar se acalme sozinho e que o convés esteja sempre magicamente limpo. HAJA paciência e perseverança!
Mas como dizia Chico Xavier, "TUDO PASSA!", e isso vale para o que é bom e para o que é ruim. No final, ter a maturidade de ser a firmeza e o equilíbrio no meio do vendaval é o que nos separa da deriva.
Fiquem em paz!




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